
IFPB e parceiros impulsionam inovação na construção civil com app de controle tecnológico de concreto
O Instituto Federal da Paraíba (IFPB), em parceria com a empresa Rise Serviços e a Funetec-PB, destinou R$ 176 mil para o desenvolvimento do CONTEC3D, um aplicativo focado no controle tecnológico do concreto para a construção civil. Esse investimento levanta o debate sobre a digitalização e automação na indústria da construção brasileira: será essa inovação um divisor de águas para a eficiência e sustentabilidade do setor?
Contexto
Historicamente, o setor de construção civil enfrenta desafios relacionados à qualidade do material, controle das etapas produtivas e rastreabilidade dos processos. A forte dependência de práticas manuais e a pouca integração tecnológica dificultam a garantia de padrões rigorosos e a otimização de recursos. A manufatura aditiva, embora presente em outros setores industriais, ainda está em estágio inicial na construção, especialmente na aplicação voltada para o concreto. Nesse cenário, instituições de ensino e pesquisa como o IFPB têm buscado, com parcerias privadas, fomentar soluções inovadoras que possam ser aplicadas diretamente na cadeia produtiva.
O que mudou
Com a alocação de R$ 176 mil para o desenvolvimento do CONTEC3D, confirma-se um esforço conjunto entre academia e setor privado para criar um aplicativo que integra funcionalidades de rastreabilidade digital e manufatura aditiva para o controle do concreto. O projeto pretende digitalizar dados críticos do processo produtivo, permitindo monitoramento em tempo real e maior precisão na inspeção dos padrões tecnológicos do material.
Impactos para negócios
A implementação efetiva do CONTEC3D pode representar uma revolução para construtoras e fornecedores, ao garantir maior transparência e qualidade no uso do concreto, além de potencializar a eficiência operacional. Por outro lado, a adoção dessa tecnologia pode exigir investimentos em capacitação e infraestrutura digital, além de ajustes nos processos já estabelecidos. Para os gestores, o aplicativo traz a promessa de mitigar riscos e custos decorrentes de falhas no controle do material, porém levanta a questão sobre o custo-benefício imediatos para PMEs versus grandes empresas.
Perguntas em aberto
Apesar do avanço, permanecem dúvidas quanto à escalabilidade do CONTEC3D em diferentes realidades do mercado brasileiro, inclusive em obras de pequeno porte. Quais serão os indicadores de sucesso do projeto? O aplicativo contará com a interoperabilidade necessária para se integrar aos sistemas já existentes nas construtoras? Além disso, o tempo para retorno do investimento e aceitação pelo mercado ainda é incerto, assim como se regulamentações específicas acompanharão essa inovação para garantir a segurança jurídica dos usuários.
O que observar
Nos próximos meses, será crucial acompanhar a evolução do desenvolvimento do CONTEC3D, suas primeiras implementações-piloto e feedbacks do setor. Monitorar a reação de instâncias reguladoras, sindicatos e associações do setor à nova tecnologia também indicará o grau de aceitação e possíveis barreiras à adoção. Por fim, será importante observar como outras instituições e empresas responderão, seja com parcerias similares ou por meio de inovação concorrente, para entender o impacto real dessa inovação na digitalização da construção civil brasileira.
Fonte: O Tempo